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SINDAF-SC alerta que Selic em 15% reforça pressão sobre finanças estaduais e exige mais rigor técnico na gestão pública

  • Foto do escritor: Davi Paes e Lima
    Davi Paes e Lima
  • 12 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Entidade destaca que juros elevados aumentam o custo da dívida, reduzem capacidade de investimento e tornam ainda mais estratégica a atuação das carreiras técnicas da Secretaria de Estado da Fazenda



A decisão anunciada nesta quarta-feira (10) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 15% ao ano — o maior patamar em quase duas décadas — acende um alerta importante para as finanças públicas estaduais. Para o Sindicato dos Auditores Estaduais de Finanças Públicas de Santa Catarina (SINDAF-SC), o cenário de juros altos amplia o custo do crédito, pressiona a dívida e exige precisão absoluta na gestão fiscal.


Segundo o presidente do SINDAF-SC, Sandro Medeiros Alves, a manutenção da Selic nesse nível consolida um ciclo econômico que demanda mais técnica e mais prudência dos estados. “Cada ponto percentual da Selic tem impacto direto no caixa, na capacidade de investimento e na execução das políticas públicas. Quando os juros permanecem elevados por tanto tempo, aumenta a responsabilidade das carreiras que estruturam a Secretaria da Fazenda para garantir planejamento, previsibilidade e controle rigoroso das contas”, afirma.


A Selic em 15% encarece operações de crédito, limita novos financiamentos e reduz a margem de manobra de governos estaduais, que precisam conciliar despesas obrigatórias com a continuidade dos investimentos. Para o sindicato, a combinação entre arrecadação robusta e gestão financeira técnica se torna ainda mais determinante em momentos de pressão sobre a dívida pública.


A importância das carreiras técnicas em ciclos de juros altos


O SINDAF-SC destaca que os ciclos econômicos sempre moldaram o comportamento da administração pública. Em momentos de hiperinflação, como na década de 1990, a taxa básica chegou a superar 40% ao ano. Em 2020, atingiu 2% — o menor patamar da história.Agora, com o retorno dos juros elevados, o papel das carreiras da Secretaria de Estado da Fazenda ganha ainda mais relevância.

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