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  • Foto do escritorDavi Paes e Lima

A parte submersa do iceberg da Assessoria de Imprensa que poucos veem

Muitas empresas e profissionais - mesmo de áreas próximas, como do Marketing e da Publicidade - ainda acham que o trabalho do assessor de comunicação limita-se a redigir e enviar releases; listei aqui 10 tópicos que fazem parte do dia a dia de um bom assessor de imprensa e (quase) ninguém vê



Infelizmente o papel do assessor de imprensa e sua relevância ainda é subestimado por muitas empresas. Chegou a ser apontado como ultrapassado uns bons anos atrás (após alguns meios mais tradicionais da imprensa perderem fôlego), voltou a ganhar visibilidade e reconhecimento com o surgimento da pandemia (e a urgente necessidade das empresas e profissionais estarem bem posicionados e com a comunicação em dia), mas volta e meia ainda se vê - mesmo que em conversas de bastidores, em voz baixa e tímida - murmurinhos de quem desconhece tudo que envolve o dia a dia da rotina de trabalho desta profissão. E, antes de seguir com tema do artigo de hoje, enfatizo: nunca as agências de comunicação corporativa e assessorias (mesmo as “eugências”) se fizeram tão necessárias como nos tempos atuais, em que veículos de comunicação estão cada vez mais enxutos, com equipes reduzidas na redação, e precisando de boas pautas e suporte dos assessores a todo o momento para manter seus canais abastecidos. E mais do que isso: em tempos em que todos são “produtores de conteúdo” e passam a se intitular influenciadores, sim, os veículos tradicionais - que hoje estão em todas as plataformas, atualizando minuto a minuto e nos mais diferentes formatos - seguem protagonistas e com um papel fundamental quando se trata de INFORMAÇÃO. Agora retomando o tema do artigo: assessor de imprensa só dispara release para jornalistas? Listo aqui pelo menos 10 tarefas que o cliente não vê e muitas vezes não sabe o quanto o atendimento de uma única conta demanda da Assessoria: 1) Monitoramento constante, muitas vezes diário, da marca ou profissional. Ou seja, ficar atento nas mais diferentes redes sociais que permitem fazer buscas por palavras-chave, além do Google, para monitorar o que está sendo falado, publicado e até mesmo criticado sobre a marca ou profissional; 2) Monitoramento da concorrência: o que os outros profissionais e empresas que atuam na mesma área do seu cliente vem fazendo de bom e diferente que pode inspirar futuras ações? Isso vale tanto para o assessor propor novas ações ao time de marketing como também para inspirar a sua própria estratégia de comunicação; 3) Suporte às demandas de imprensa, que dependendo do porte do cliente podem surgir inúmeras vezes ao dia, inclusive aos fins de semana. Cabe ao assessor responder jornalistas, produtores, repórteres e editores, muitas vezes até redigir respostas em nome do cliente, além de intermediar conexões; 4) Acompanhamento de eventos. Mesmo quando não há demanda de imprensa, o olhar clínico do assessor (quase sempre um jornalista) é fundamental para fazer registros em vídeo, fotos e coletar novas informações - que podem vir a render novos espaços de mídia espontânea; 5) Networking: aqui entra a parte de todo o relacionamento estimulado e promovido pela Assessoria para amplificar a rede de contatos do cliente. Uma agência bem posicionada no mercado e conectada a Associações e entidades cooperativistas está sempre por dentro de oportunidades de apoio, patrocínio e parcerias;

6) Gerenciamento de crises de comunicação - e até mesmo se antecipar e evitá-las; 7) Estratégia (com olhar apurado de jornalista, para identificar o que tem apelo de notícia) para planejar as pautas, as distribuir em um cronograma e escolher os canais mais condizentes com cada conteúdo; 8) Atualização constante do mailing de imprensa, já que diariamente surgem novos espaços (principais portais de notícias) ou profissionais que migram de um canal para o outro; 9) Follow-up personalizado e reforço das pautas. Muitas pautas precisam até ser refeitas, ganhar uma nova “roupagem”, para que o assessor busque conquistar mais espaços na mídia - afinal, de muitos clientes a cobrança pelo volume da clipagem no fim do mês ainda é grande; 10) Relacionamento com veículos parceiros, com quem o cliente já possui relacionamento comercial, para os abastecer sempre com novidades da empresa e atender até mesmo pedidos de produção de conteúdos exclusivos. *Por Davi Paes e Lima, jornalista, especialista em comunicação empresarial, assessor de imprensa há 20 anos e diretor na Paes e Lima Comunicação.

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